
TURISMO
Revolução do turismo e quadro da oferta
José Theotónio
Administrador do Grupo Pestana
À semelhança de outros sectores de actividade, também o sector turístico enfrenta hoje uma autêntica revolução. Todos os meses somos surpreendidos com novos produtos, novos canais de distribuição, novas formas de comercialização, novos players, novos destinos, novos conceitos, ou seja e em suma, novos modelos de negócio num sector que está em franco crescimento a nível mundial. Aliás estou convencido de que é por este crescimento, que é sustentado, que permanentemente entram novas empresas e novos quadros para o turismo. Esta revolução é fortemente suportada pela tecnologia que favorece e imprime velocidade às alterações. É a aplicação à gestão e ao turismo das evoluções ao nível tecnológico que, em grande medida, determina mudanças significativas.
Alterar radicalmente os procedimentos tradicionais; fazer cair em desuso determinadas categorias profissionais enquanto promove a necessidade de outras funções e tarefas estranhas ao sector até há pouco tempo; matar fontes de receita e fazer emergir outras; promover formas novas e mais arrojadas de design de interiores favorecendo o aparecimento de novos layouts para recepções, outlets ou quartos; dar sustentabilidade a novas formas de transporte de turistas; promover o surgimento de novos operadores; dar escala e facilitar a gestão de grandes operações dispersas por múltiplos destinos; evidenciar sinergias; ou disseminar o know-how.
Tudo isto acontece num quadro de concorrência forte e crescente, onde o erro, ou o atraso nesta revolução, seja por decisões próprias, seja pelo contexto que regula a actividade mais do que impossibilitar o sucesso empresarial pode pôr em causa a sobrevivência das organizações.
Perante este quadro, como está o enquadramento da oferta turística portuguesa? A forma como está a regulação da oferta responde às necessidades do turismo português neste enquadramento concorrencial? Será que as actuais leis hoteleira e todos os seus regulamentos, a lei das agências de viagem e a protecção que fazem às formas tradicionais de comercialização, a legislação laboral e a completa desadequação à especificidade da actividade turística e toda a outra regulamentação favorece as empresas portuguesas?
Claramente a resposta é não. Dois exemplos muito simples:
Apesar de os salários médios em Espanha serem substancialmente mais altos que em Portugal, as empresas hoteleiras portuguesas têm um maior peso salarial que as suas concorrentes espanholas, dada a inflexibilidade da nossa legislação face à vigente em Espanha; não será esta situação um factor negativo para a competitividade das nossas empresas?
As diferentes agências promocionais e outras organizações de empresas turísticas ou de entidades públicas que multiplicam a sua presença na Net com sites mais ou menos elaborados estão impedidos de vender um pacote turístico e na esmagadora maioria das vezes até uma room night, a menos que se organizem como agentes de viagem; sabendo-se da pouca utilidade que têm os sites, apenas informativos em turismo, não seria de alterar esta situação?
Ai Luso Luso, quando é vais parar de brincar ao turismo de faz-de-conta e parar de investir no mau gosto de alguns? É que não me parece que este José esteja a falar de remodelações de recepções e outras coisas que tal como aquelas a que assistimos por aqui (pronto, a parte do arrojo até lá está). Enfim...
E ainda têm medo que venham por aí grupos com esta visão, mas não admira, pois decerto tratariam dos calos que muitos têm no rabo, que é para não dizer nuku!
8 comentários:
Caro Sudoku,
Apesar do artigo não trazer nada de novo e estar carregado de lugares comuns, não deixa de ser um alerta para os mais incautos, para não ter de utilizar outra palavra...
E não é Pestanagem ... é Pestanage!!!
E as bolachas japonesas, já provou?
Concordo em absoluto, resta saber quem é que, no futuro, tratará de dizer aos zombies incautos:
- Vai-me desculpar, mas tenho que lhe dizer que o senhor está morto há já algum temp, por muito que lhe custe a acreditar, o seu estado já anda nos antípodas do putrefacto!
não será antes «zenith»?
sudoku: lolololol
luso? ja foi!
Cool blog, interesting information... Keep it UP » » »
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