
CINCO GRUPOS COBIÇAM TERMAS DAS CALDAS
A administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR) revelou que, desde que o ministro da Saúde anunciou que pretende concessionar a privados algum património das únicas termas públicas do pais e a possibilidade de construir uma unidade termal, houve contactos de cinco grupos económicos interessados em saber as condições de concessão.
Vasco Trancoso, presidente do CHCR, escusou-se a identificar os grupos mas adiantou que um deles não é nacional. Entretanto, está definida a área a entregar a privados, que será de 23.600 m2, incluindo o antigo casino e os pavilhões do parque, construído pelo arquitecto Rodrigo Berquó.
O administrador tem organizado, desde Setembro, reuniões com a Administração de Saúde do Centro, essencialmente para "recolha de informação". Vasco Trancoso também se deslocou à Agência Portuguesa de Investimento, para o investimento ser promovido no estrangeiro.
Como podem ver, as termas são mesmo negócios chatos, aborrecidos e sem retorno; ou talvez não...
3 comentários:
O negócio das termas pode, a meu ver, ter retorno. e não ser tão entediante como parece...
O Sr Stanley Ho, dono dos Casinos (em Macau e em Portugal), que é um tipo cheio de grana, pegou há uns anos nas Caldas de Monchique (no Algarve) e parece ter revertido a degradação que se acentuva desde há anos, o que a ENATUR não havia conseguido.
Caro Adelo,
Daí ao retorno do investimento, muita água passa debaixo da ponte, ou no nosso caso, jorra das bicas!
Disse bem "cheio de grana" ... a grana permite-nos brincar quando queremos ... ou antes, quando mais precisamos!
Existem alguns negócios neste país (e outros) em que perder dinheiro faz parte do negócio ... curiosa é sempre a associação ao jogo.
Edifícios de localização nobre em Lisboa ... fechados, etc, etc, etc
Relativamente à ENATUR ... como qualquer empresa do estado que se preze, é uma empresa GORDA!
Uma correcção ao Adelo:
Não foi directamente o Sr Stanley Ho que "pegou" nas Caldas de Monchique. Foi a Fundação Oriente (de que ele é nanciador)...
"grana do jogo" ou de outras fontes, o que terá sido importante para as gentes daquela localidade é que houve progressos ou, pelo menos, a inversão da degradação que se verificava. foi criada uma nova empresa, passaram a existir duas: uma só trata das águas - produção/engarrafamento, etc. e outra trata do turismo hotelaria/promoção etc..
Não seria isso que o Luso precisava: duas empresas (cada uma no seu galho)?
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