
Saberão as pessoas do Luso que também temos uma casa denominada de "Casa Assombrada"?!!! Pois é!! Situa-se depois da quinta dos amigos Freitas e bem em frente à casa dos manos Figueiredos!!! É conhecida um pouco por toda a zona centro e há mesmo carros que param a perguntar se é aquela a famosa "Casa Assombrada"!!
Confesso que de assombroso, não se vê lá nada a não ser o estado de degradação em que a referida casa se encontra nos dias de hoje!!
O mais incrível é que a casa de que falo estava a cair aos bocados e, há cerca de 7 ou 8 anos atrás (mais ou menos) foi restaurada por fora!! Na altura, dizia-se que o dono do Palace (ao que parece é também o proprietário da casa de que falo!!) pretendia fazer do local uma espécie de anexo do famoso Hotel!!
A casa ficou bonita e de cara lavada mas... continuou vazia até hoje!! O que impressiona neste caso é que a casa é hoje o que era há 8 anitos atrás, ou seja, já está outra vez a parecer mal muito por culpa de ninguém ter tomado um pouco conta daquilo!!
A ideia que fica é a de que o proprietário aproveitou dinheirinhos europeus para a restauração do imóvel e depois borrifou-se para o assunto!!
Não faço ideia se a nossa C.E.E. interviu financeiramente ou não, mas se não houve dinheiros europeus, então estamos mesmo a falar de um caso de pura incompetência!! Gastar tanto dinheiro para depois não dar um mínimo de utilidade ao investimento?!!!
Se, como se suspeita, veio dinheiro da Europa, continua a ser bastante grave, uma vez que esse dinheiro não é suposto servir para alimentar egos pessoais ou para manter aparências!!
Senhores proprietários, de uma nova lavagem facial do edifício ninguém vos livra, mas desta vez, espero que juntem ao orçamento das obras um projecto com pés e cabeça para que um local e edifício tão interessantes como aquele de que falo possa começar a ter alguma utilidade e traga mais valias para a nossa Vila!!!
14 comentários:
Concordo plenamente com o texto meu caro asdrubal....mas por falar em quintas, acho que um dos ex libris desta bela vila são essas mesmas construções, acho que a Junta de Turismo podia fazer um trabalho onde poderia contar a "história" do aparecimento dessas quintas, os donos, os arquitectos, o porque de se localizarem no Luso tantos chalés, e até proporcionar um percurso turisticos ppor entre esses espaços. E a Torre do Viso.....é uma pena aquela casa não se tornar num museu.....com tanta história e objectos extraordinários dentro daquelas paredes...
moleirinho, achas que o luso não se desenvolve pelas quintas? Se por ventura as visitasses por dentro e visses a sua riqueza pensavas duas vezes......
Asdrubal
Apesar de pensar que a tónica deveria ser primeiramente colocada nos edifícios históricos do centro do Luso, não posso deixar de ficar igualmente triste com o estado de conservação de alguns dos imóveis que aqui referiste. Gostava no entanto de dar uma achega sobre o que conheço sobre os mesmos.
A "Quinta da torre do Viso", pertence a numerosos proprietarios que não se conseguem por de acordo sobre o que fazer da quinta (Uns são muito ricos e não precisam nem querem vender e outros são uns tesos desesperados por vender... a meu ver aquilo vai cair de maduro dentro de poucos anos)
A "Vila Missy" e a "Vila Maria Cecília" (vulgo "Casa assombrada") são propriedade de um conhecido hoteleiro do Luso, que está a entrar em dificuldades e que nunca iria alí abrir uma estalagem uma vez que tal unidade faria concorrência à que explora. Aliás, o Hotel Miradouro, propriedade do mesmo senhor, foi fechado porquê? O referido senhor é proprietário de uma parte substâncial mas tem ao mesmo tempo uma aversão à terra que o impede de investir seja o que for aqui. Isto é um facto incontornável... Bem... pode ser que depois de perder a concessão da actual unidade hoteleira ele abra os olhos... pode ser...
O chalét das da família dos Messias calhou em partilhas a uma parte da família que não parece interessada no mesmo - pode ser que a venda esteja para breve?
A quita dos Lacerdas não me parece em mau estado... estarei enganado?
As propriedades da Fundação Bissaya Barreto, entre as quais destaco as "ruinas romanas" junto ao lago, vão ficar exactamente como estão enquanto existirem "relações perigosas" entre os membros da sua administração e as Sociedade das Termas da Curia (não posso dizer mais do que isto)
Mas falta falar de dois locais importantes, pois quer um quer outro se encontram em locais estratégicos: um, o menos importante, situa-se junto ao museu militar - quém não conhece aquele maravilhoso chalét a cair aos bocados??? O outro, mais grave pois situa-se na entrada do Luso, e é como um cartão postal de mau gosto, é o que resta de uma casa agrícola de uma famosa quinta de turismo de habitação do Luso (Ao que parece, o único habitante do local, primo do Jerico do Albardas, têm-se queixado bastante das condições de alojamento que lhe têem dado).
Por outro lado, podemos dizer que a CMM poderia fazer mais... mas fazer o quê?... se estes imóveis têem dono e eles nem "fo... nem saem de cima"?
Expropriações????´É uma hipotese demasiado fascista/estalinista para que eu concorde com isso...
Que tal a formação de uma sociedade por acções (formada com capitais dos lusenses) que compre e dê uma função económica viável a estes monos?
A quinta da família Lacerda é das melhores conservadas da nossa terra, tanto jardim como o próprio chalé....e pode ser tida como uma referencia de gestão de uma espaço deste tipo... quanto a visitas guiadas a algumas dessas casas como referi era algo qque seria bastante bom, mas se os donos o recusassem estão no seu pleno direito, eu propunha algo mais no papel, algo mais "histórico", reunindo material que suscitasse esse interesse, explicando o surgimento de tão notáveis imóveis....acho que com este começo já seria um tipo de pressão para os donos arranjarem o que devem arranjar, ou cativar possiveis investimentos......agora com as águas paradas como estão é que ninguem sente nada.....
Asdrubal,
Ainda que perceba a pertinência do post relativamente ao edifício que refere - bem como aos outros que o moleirocansado enuncia -, tenho de concordar com o El Tonel.
Além de ser propriedade privada, habitada ou não, não estão a cair como os três “edifícios” que o El Tonel acrescenta. Penso que temos de distinguir incompreensão pela falta de uso de incompreensão pelo estado, que não reside apenas na componente estética, mas, também e talvez sobretudo, nos perigos que constituem para a saúde e segurança pública. É neste ponto, penso - e aí não posso concordar com o El Tonel - que fazem sentido as expropriações. O facto dos imóveis, recuperados ou não com financiamento europeu (um reparo, todos sabemos que a EU veio substituir a CEE, mas foi uma correcção válida, não custa admitir!), estarem a cadeado ou pouco habitados diz respeito aos proprietários (se assim não fosse, não podia ter, por exemplo, uma casa de férias). As coisas complicam-se quando há edifícios devolutos em ruínas e, aí sim, penso possível a expropriação ou um modelo semelhante, desde que, sublinho, exista um projecto de qualidade exequível.
Caro moleiro, além de não perceber a sua crispação em relação aos comentários do kele e da maggalli, não compreendo o alcance das suas palavras, relativamente aos imóveis que refere, quando diz que "esmagam o luso e o impedem de se desenvolver".
Acrescento que, mais do que querer que esses edifícios sejam expropriados sem mais, penso que devemos colocar a tónica na ausência de projectos. A CMM não tem que requalificar sem mais todos os imóveis, mas antes ser mais flexível ao investimento privado, facilitando a compra e a requalificação dos mesmos (onde pode entrar a expropriação, caso não haja entendimento) com transparência e equidade.
Uma questão – para o El Tonel, já que parece saber mais, mas que estendo a quem me souber responder – em relação à propriedade próxima do Lago: há uns anos valentes parece que houve um peditório, com o aval da entidade responsável pelo imóvel, para ali se construir uma casa de apoio à pessoa com deficiência. O peditório correu bem e as pessoas do Luso, que encabeçavam o projecto, conseguiram levar a bom porto a sua persuasão. No entanto, como um passo mágico, acabou por ficar tudo na mesma. O que aconteceu?
Tem razão, Gutenberg, é um edifício lindíssimo...é lamentável como (não) está tratado...
Com essa é que tu me lixás-te... Só me lebro de um peditório para um senhor que ficou invisual... é esse???
caro moleiro, no entanto disse o que dise no post anterior a este, sobre essa mesma questão...já não percebo nada...
Caro El Tonel...é uma questão muito antiga, já...com mais de duas décadas...esqueça.lol
(correcção, posterior a este post, no sentido cronológico...)
um "estudo" sobre as quintas de Luso, com o seu historial e documentos, é uma ideia bastante interessante. E que daria um livro bonito!
Não há por aí jovens estudantes (ou licenciados) que agarrem essa ideia e a concretizem... dá trabalho, a investigação, ouvir pessoas, etc.. mas daria boa obra.
Vamos em frente... quem dá esse passo?
caro afroluso - seja, desde já, bem-vindo -já há um jovem interessado em dar tal passo. Estava com dificuldades a nível da pesquisa; espero que não desista...
Afroluso...
Para não incorrer na má educação de tratamento de género... explique cá uma coisa.... ´"afro" é de africano ou de afrodite?
Se for de africano, então seja bem vindo... se for de afrodite, então seja bem vinda...
Cara Lua diga lá quem é o moçoilo....pois gostava de ajudar, caso é que ainda tenha algo para ajudar...
Já enviei informação para o moço vir até aqui...Ele que exponha as questões que tem; em nome dele, obrigada.
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