sábado, agosto 20, 2005

Afinal, o que se passa? Outra vez a água...

Numa noite destas, falava com uma amiga “turista” sobre o facto de, no Luso, a água do Luso ser vendida aos mesmos preços exorbitantes (em relação às outras águas) que no resto do país, optando os comerciantes por aderir a outras águas, que até fazem promoções. Nesta senda, ela deu-me a pensar, pela primeira vez, um facto interessante do qual nunca me tinha dado ao trabalho de reflectir: no Luso não há uma única esplanada da ‘água do Luso’ nos nossos cafés ao contrário de outros locais do país. Mais um sinal que a SAL se está a borrifar para nós? Podem os nossos políticos fazer pressão para que assim não seja ou pensam que isso só vai ajudar nos lucros da SAL? É que, geralmente, os produtos típicos da região trazem turistas devido à qualidade dos produtos de origem, mas também porque é suposto que sejam mais baratos. É claro que com a liberalização do mercado e pouca atenção às "zonas demarcadas” temos, por exemplo, queijo da Serra (da Estrela) no Algarve ao mesmo preço que em Gouveia ou Seia. Seja qual for a resposta para isto, a verdade é que é embaraçoso para nós quando no Luso nem todos vendem a água com o mesmo nome, ainda que isso não implique imputar responsabilidades aos nossos comerciantes. Provavelmente esta será uma questão em que apenas podemos “encolher os ombros”…será?

4 comentários:

El Tonel disse...

Sempre podemos mandar uma "bocas" quando nor servem outras águas... Bem... a verdade é que a malta de cá, bebe pouca água, e por isso não se apercebe do problema.

E o que dizer do facto de uma água ser mais cara que uma mini???? Que eu saiba, a água é só engarrafar enquanto que a cerveja tem de ser produzida... Como é possivél??

Quem souber que explique...

Anónimo disse...

Caro, asdrubal, pode puxar à vontade, de qualquer modo aquando da discussão sempre esperei que alguém desse esse exemplo, o que não aconteceu. De qualquer forma, também, o que eu disse anteriormente não invalida o que agora questiono. Primeiro, porque disse na altura que pensava que a SAL podia fazer mais, mas que a tal não era obrigada (e continuo assim a pensar); segundo, porque no post que coloco à discussão refiro mais duas entidades para além da SAL: a classe política e os comerciantes. Não sei de facto quem tem culpa do quê nem sequer sei como resolver esta questão que considero embaraçosa como habitante do Luso, mas não acredito em culpas unilaterais.
Se se consegui que a SAL começasse a pagar um preço mais justo pela água que explora, não sei até que ponto não será possível uma pressão relativamente ao que se passa por parte dos nossos políticos. Afinal, há uns anos foi proibido o uso de nomes de localidades em determinados produtos - uma decisão política, portanto.

Anónimo disse...

LOL

Anónimo disse...

É verdade...