No fim de semana que passei no Luso, com a família, aproveitei para explorar as belezas e as tascas do centro, mas desta vez como turista.... Comprei umas coisitas nas quermesses, fui visitar as exposições do casino e da JTLB, levei um massacre de ranchos, tentei practicar um desporto original com a minha pequenita (subir pelo passeio do lado esquerdo da avenida), visitei os jardins da Avenida, para ler finalmente os dizeres inscritos num “meteorito” que alguém baldeou lá para o meio. Foi um dia em cheio. A certa altura, a minha pequenita perguntou:” Ó papá?... Quem é aquele senhor ali da estátua?”. “Aquele?!! Aquele senhor foi o Emidio Navarro!” respondi eu. “E o que é que ele fez pela terra para ter uma estátua? Também era pedreiro como tu?” perguntou ela. “Não filhota! Era Ministro do Rei!” respondi eu. E continuei “Foi este senhor que fez com que o Luso deixásse de ser uma aldeola, para ser o que é hoje!”. “Quer dizer que desde o tempo em que havia rei, que isto está na mesma?” perguntou ela. Tive de fazer um esforço para conter o riso. “Mais ou menos filhota.... Mais ou menos!” respondi eu. “Mas o que fez ele ao certo?” voltou ela a questionar. Bem... demorei cerca de três horas a explicar-lhe tudo (tive de beber pelo menos 32 minis, senão ficava com a garganta seca). “..... e foi isto que este senhor fez!” concluí eu. Peguei no livro que tinha acabado de comprar na JTLB e mostrei-lhe: “Olha... quando souberes, vais gostar de ler este livro sobre ele!”. “Já toda a gente do Luso leu o livro?” perguntou ela. “Haaa... Hummmm... Dizes cada uma!!!… Claro que sim!!!... Quero dizer... Acho que sim!”. “Ó papá! Ele também era gordinho como tu! Ele também gostava de buchas e ia para a moina com os amigos?” perguntou ela. “Errrr... Hummm... acho que sim... como toda a gente! Só que as buchas dele deram os resultados que estão à vista, enquanto que as nossas.....”
sexta-feira, agosto 26, 2005
A Homenagem
No fim de semana que passei no Luso, com a família, aproveitei para explorar as belezas e as tascas do centro, mas desta vez como turista.... Comprei umas coisitas nas quermesses, fui visitar as exposições do casino e da JTLB, levei um massacre de ranchos, tentei practicar um desporto original com a minha pequenita (subir pelo passeio do lado esquerdo da avenida), visitei os jardins da Avenida, para ler finalmente os dizeres inscritos num “meteorito” que alguém baldeou lá para o meio. Foi um dia em cheio. A certa altura, a minha pequenita perguntou:” Ó papá?... Quem é aquele senhor ali da estátua?”. “Aquele?!! Aquele senhor foi o Emidio Navarro!” respondi eu. “E o que é que ele fez pela terra para ter uma estátua? Também era pedreiro como tu?” perguntou ela. “Não filhota! Era Ministro do Rei!” respondi eu. E continuei “Foi este senhor que fez com que o Luso deixásse de ser uma aldeola, para ser o que é hoje!”. “Quer dizer que desde o tempo em que havia rei, que isto está na mesma?” perguntou ela. Tive de fazer um esforço para conter o riso. “Mais ou menos filhota.... Mais ou menos!” respondi eu. “Mas o que fez ele ao certo?” voltou ela a questionar. Bem... demorei cerca de três horas a explicar-lhe tudo (tive de beber pelo menos 32 minis, senão ficava com a garganta seca). “..... e foi isto que este senhor fez!” concluí eu. Peguei no livro que tinha acabado de comprar na JTLB e mostrei-lhe: “Olha... quando souberes, vais gostar de ler este livro sobre ele!”. “Já toda a gente do Luso leu o livro?” perguntou ela. “Haaa... Hummmm... Dizes cada uma!!!… Claro que sim!!!... Quero dizer... Acho que sim!”. “Ó papá! Ele também era gordinho como tu! Ele também gostava de buchas e ia para a moina com os amigos?” perguntou ela. “Errrr... Hummm... acho que sim... como toda a gente! Só que as buchas dele deram os resultados que estão à vista, enquanto que as nossas.....”
4 comentários:
De facto, um livro, cuja leitura recomendo a todos.
Um homem, que usava o seu "estadulho", quando a pena, que usava com mestria, não era suficiente.
Controverso, como qualquer grande personalidade.
Uma leitura bastante fluída, e acessível.
Poucas referências à obra que fez, no Luso, grande para a nossa terra, mas pouco significativa, para alguém, que exerceu o cargo de Ministro das Obras Públicas do Reino e foi um notável jornalista da sua época.
100 anos depois, são inúmeras as semelhanças do país daquele tempo, com o que temos actualmente.
Boa leitura a todos.
Ainda não tive o prazer de ler, mas lerei oportunamente com certeza, ainda que esteja a par, de modo muito geral, da sua vida e obra. A história é sempre injusta na selecção dos factos; resta-nos a memória (e a obra).
É pá!!!
Então, mais ninguém comenta?
Espero que estejam a ler.
Concordo com o asdrubal, mas tenho uma visão mais optimista. Esse reboliço quotidiano e tanto bombardear de informação e interesses (todos eles superficiais, como sabemos), vai acabar por levar as pessoas de regresso à calma necessária para ler, uma vez que a alienação só é sofrível a curto trecho. Falou de Saramago e, acrescento (ainda que, ainda que o leia, não perfile no meu top 10 de escritores), que por uma questão de respeito e de apanhar a onda se devia ler (ainda que não critique quem optou por não o ler, até porque a escrita dele não é fácil), mas estranho foi as pessoas terem comprado os livros dele, comentarem que gostam (porque foi ou é “in”) e nunca o terem lido! Mas voltando à não leitura que parece assolar Portugal, e não só o Luso, não posso concordar. Vejam só o que aconteceu com o Código Da Vinci! O que falta, parece-me, é uma maior informação que fomente a motivação dos possíveis leitores. E, voltando ao Emídio, parece existir motivação suficiente.
Caro Gutenberg, não sabia e agradeço a dica.
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