
“…quando a única contrapartida financeira vertida pela SAL à autarquia – para além do royalties ao estado – era de 600 escudos( três euros) por ano, paga em duas prestações. Agora já não é assim. Um acordo judicial estabeleceu, em 2003, que a SAL entregasse à autarquia da Mealhada cerca de 1,5 euros por cada metro cúbico de água engarrafada – montante que deverá ultrapassar os 300 mil euros este ano. Sem contar com os valores da derrama,…”
Resumindo quando eles só pagavam 600 escudos anuais, as coisas ainda iam aparecendo( com bolos se enganam os tolos), o pessoal ainda ia à piscina, tinha acesso à Boite, financiava-se a sério o CDL, o atletismo, ou já não é bom lembrar, os jardineiros eram de quem???? As carrinhas que andaram durante anos e anos sem fim (ou melhor com fim) ao serviço do CDL…
Já se referiu num Post atrás O “Dumper” com entulho a tapar as carradas de cimento e tijolos. Cinco jardineiros para acartar um banco do jardim.A frota de automóveis que existia ao serviço da comunidade, sim , porque quem se desloca-se para ver um jogo do CDL por exemplo a Bustos, os habitantes locais só diziam no luso só há “4L’s e Fiats’s Uno”.
Que moral temos nos agora de ir pedir alguma coisa à SAL , só eles contribuem mais que o orçamento de algumas câmaras ….
Cada um tem a “M(o)ural” e a câmara que merece…
6 comentários:
Asdrubal,
do mesmo modo que a vila do Luso não é um armazém, a SAL não é a santa padroeira da terra. Era de facto vergonhoso o que SAL pagava (como vergonhoso o proxenetismo que a cercava), mas agora que paga pelo preço justo (já que foi uma decisão judicial e temos que confiar que assim seja) a questão, parece-me, é a de saber onde está a ser aplicado esse dinheiro. Se é o Luso que dá nome há terra, também é verdade que muita gente não sabe que o Luso é uma terra, mas conhecem a água do Luso (da SAL, portanto). Assim sendo, continuo a achar que a SAL não tem dever algum em relação ao apoio a instituições locais; trata-se de uma empresa privada que persegue o lucro, como todas as empresas. Mas parece-me que está questão é a mesma que alimenta a o dilema/paradoxo do ovo e da galinha.
Se entendermos assim, deveríamos pedir explicações à entidade que está a receber o dinheiro da exploração da água. Essa sim tem o dever sócio-etico-político de prestar contas.
Não se trata aqui de concordar ou não com a atitude da SAL (é óbvio que podia fazer mais!), mas antes de compreender que a SAL tem legitimidade moral para agir como age e não deve ser usada como bode expiatório para justificar o nada em vez de alguma coisa, até porque, penso, não é aí que reside o problema.
D. Islero
Parabéns, pelo post.
Título, imagem e texto, homogéneos, cristalinos e transparentes, como água...
Mais que uma opinião, expõe os factos, num esforço de pôr tudo em pratos limpos.
continua...
Caro Don Islero,
Boa!
No entanto acho que o Luso e sua população, bem como a JFL merecíam outro tratamento por parte da CMM ... se calhar "cada um não tem afinal a câmara que merece ..."
Cara Lua,
Apanhando a sua ideia ...
Penso que já tinha referido este exemplo em algum posting passado ... no entanto aqui vai!
A promoção/divulgação do Luso deverá "andar sempre de mão dada" com a marca "LUSO" que é como bem referiu, a marca que toda a gente conhece!
Vejam casos como a água "Evian", existe publicidade exclusivamente para a água, no entanto para as Termas/SPA/Localidade/Hotéis, etc a promoção é conjunta ... ou seja tudo é vendido como uma "solução integrada" ... outro exemplo que também já tinha referido é "Vichy" onde se passa exactamente a mesma situação (e os cremes deles até são vendidos aqui nas nossas farmácias!)
É aqui que mais uma vez penso que a actuação da JTLB deveria ser outra ... precisamos de firmeza e de saber para onde queremos ir!
Que se crie um Plano de Promoção Conjunta, financiado pelos privados (SAL / GHL / AA ... e todos os interessados)que seja também co-participado pela CMM (que tem todo o interesse nisso!)através da JTLB.
Venha daí uma solução integrada! É que com cada um a remar para o seu lado não chegamos a lado nenhum!
Concordo plenamente, e obviamente, consigo, Grama-o-fone, e isso (essa promoção) tem de passar pela Câmara primeiro (e as suas ramificações) antes de se apontar o dedo às empresas privadas.
Caro asdrubal, como não tenho presente o que é distribuido para o Luso pela CMM, não posso defender se essa distribuição é justa ou não. De qualquer modo, ao colocar a tónica na CMM defendo que antes das empresas privadas estão as esferas públicas. Além disso, foi o senhor que falou na questão de a SAL usar o nome do Luso, Luso que está na jurisdição da CMM, logo é sim uma questão de distribuição. Já foi ver o site da CMM? O Luso surge como ‘ex libris’; não seria pois urgente uma maior pressão por parte da nossa JFL? Parece-me que é sempre mais fácil apontar o dedo aos que não conhecemos e pôr paninhos quentes nas decisões daqueles com os quais até simpatizamos.
Quanto às associações sem fins lucrativos por excelência (embora de certa forma algumas também os persigam) o contexto é completamente diferente e penso que essa diferença está clara no post sobre o Moto Clube. Não me parece que seja uma analogia feliz, asdrubal.
Disse também que partilho da ideia de que a SAL podia ajudar mais mas que isso não significa que tenha o dever de o fazer.
Se as coisas estão como estão, a culpa não será da SAL, ou acha que não há aqui responsabilidade política? Provavelmente, dá jeito aos nossos dirigentes que continuemos a encontrar culpas em casas alheias. É sempre tão fácil ludibriar as pessoas apontando papões que estão “lá em cima”, ficando estas sempre com tanta compaixão e simpatia com os nosso “pobres coitados” políticos. Poupem-me!
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