Ontem não escrevi nada, porque eu e o pessoal fomos à pesca pró mondego e já voltamos tarde! Xissa! Que calor!...Assim que chagamos ao local escolhido (que aqui vai ser mantido secreto, devido a certos copiadores) toca a descarregar o “Bolinhas” do Sereno (Já está um bocadito velho, mas ainda vai dando para os gastos) “Até o Gerreiro se ri, quando eu passo!” costuma o Sereno dizer. “Ó Horácio, leva aí a arca com as minis!” disse eu. “O quê?! Sozinho?! Tás maluco ou quê! Ainda arranjo uma hérnia com tanto peso” disse o Horácio. “Dá cá essa merda!” disse eu deitando a mão à arca. Bufando um bocadito e tracando mais outro bocadito, la me fiz de várias cores e consegui deslocar tamanho peso até ao “Sequerete Sepote” (Como dizem os ingleses). “Da-se! Vocês encheram isto de chumbo para me pregar uma partida!” disse eu. “Ó Tonel. Nós somos quatro, tive de pôr aí seis grades de minis mais as covetes de gelo!” disse o Cabana. “Tu és mesmo mongo, ó Cabana! Não sabias trazer mais do que uma arca! Sempre distribuiamos melhor o peso!” disse o Horácio. O Cabana até é um puto porreiro mas, como ainda não anda connosco à muito tempo, ainda não desmorcanizou os neurónios. Ele com o tempo vai lá!. Montamos o toldo de jardim e a mesa prá bucha, abrimos uma rodada de minis e comemos uma sandezita de presunto cada um, para retemperar forças... afinal de contas já passava das nove da manhã! Entre balelas e combinações lá montamos o material e lançamos o isco à água. Estavamos a acabar de montar as espreguiçadeiras, quando nos apercebemos de um carrito a estacionar ao lado do nosso, de onde começaram a sair quatro gajinhas em trajes de praia. “Aveques!? .... aqui?!!!!” podia-se ler no balãozito por cima das nossas cabeças. “Tirem os relógios!...Rápido!” disse o Sereno, que é o mais experiente da malta. “Mas porquê?” perguntou o Cabana. “Ó morcão!... faz o que eu te digo!” insistiu o Sereno. O Cabana, sem perceber muito bem porquê, desaperta o relógio e atira-o ao rio. “Não era preciso tanto!.. mas tá bem!” disse o Sereno. Elas lá iam falando umas com as outras, e entre risinhos e saltinhos, lá se vieram instalar a uns metros da gente. Estendem as toalhas, tiram as tixartes e começam a untar-se umas às outras com aquelas coisas que cheiram a bolos. Ai que ricos bolinhos! Finalmente deitam-se, de barriga para baixo e desapertam as partes de cima dos biquinis para não ficarem com marcas. .... Fez-se silêncio .... nisto damos connosco a agarrar nas repectivas canas, longas e hirtas e a tremer (tava peixe a picar!).
“São mesmo boas não são!.. São mesmo boas não acham? São... São...” dizia o Cabana. “Ó pá! Tá calado! Não dês bandeira!” dizia o Sereno. “Esperem aqui que eu ja volto!” continuou ele. Foi lá ter com as meninas, disse qualquer coisa que a gente não percebeu – perguntou as horas talvez – e lá ficou! “Este Sereno é sempre a mesma coisa!” disse eu. O Horácio fazia um sorriso maldoso e o Cabana não se calava: “São mesmo boas! Mesmo boas comó milho! Eu é que sou comprometido, senão vocês iam ver, o que é um gentelemane ao ataque!”. “Cala-te, pesca, e não faças barulho!” disse o Horácio. “Não batas com a cana na água que espantas o peixe!” disse-lhe eu. “Mas eu não estou a bater com a cana na água!” argumentou o Cabana. “Ó Cabana! Tá-se mesmo a ver que é a primeira vez que vens à pesca!” concluiu o Horácio.....
3 comentários:
Com tanta excitação da imaginação, parece que nunca chegou a tirar o bikini delas...
Mas, afinal, quem é que pesca quem? E quem come o pescado?
Não posso dizer, porque a Maria está aqui ao lado... shhhhhh... depois eu conto!
Fosca-se!... A sério?!!!!
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