quarta-feira, agosto 03, 2005

A minha filha!



No Domingo passado, peguei na Maria e na Garota e, enfiamos os “penicos” com abas de cabedal, e lá fomos nós de “casaleira de duas” fazer um pic-nic à fonte-fria. Só foi chato ter de passar as cancelas a empurrar a motorizada

- E depois? Tá avariada! Não polui, não paga! (disse eu ao homem)

Chegamos à fonte-fria, arribamos a tenda e antes de começar a comer disse prá Maria:

-Vou só fazer um xixi e lavar as mãos! (Por esta ordem se bem me recordo)

O cheiro dentro das sentinas era de tal modo pestilento, que não tive coragem de sujeitar o meu “manelão” a tão horripilantes aromas. Decidi então ir atrás da árvore.

Ena pá!... não é que ouve alguém que teve ideia igual.

Depois de duas sacudidelas (três já dá direito a cartão amarelo), procurei uma torneira com água para lavar as mãos. Não ia voltar a entrar em tão pestilento antro! Qual a solução? – A fonte fria pois então. Estava lá um cartaz a dizer “água imprópria” mas, que se lixe, pelo menos não cheira mal.

Começamos a bucha e a minha pequenina Renata Vanessa perguntou-me onde podia deitar fora o papel da sandes de leitão. “- Naquele latão do lixo !” disse-lhe eu. Lá fez ela aqueles 100 metros (ida e volta) e, quando voltou “- Papá, o latão tá cheio!”. “- Então aperta o papel mais um bocadito. Vais ver que cabe sempre mais qualquer coisa!” disse eu. “- Mas porque é que o latão está cheio?” perguntou ela. E então eu, embuido de espirito de educador (mais valia ter-lhe dito “- Porque sim!”), expliquei: “ – Porque não vei ninguém despejar!”. “- Porquê?” retorquiu ela. “ – Porque não há dinheiro para ter pessoal para despejar o lixo!”. “ – Mas eles não estão a pedir dinheiro para entar na mata?” disse ela. “ – Estás a ver minha filha, porque é que o papá entrou a empurrar e motorizada!”.

Voltamos para baixo e dissemos adeus ao senhor da barraca de madeira quando passamos por ele. Ele parecia satisfeito e bem disposto por nos irmos embora.

Acabei por trazer o lixo para casa, mas como era domingo, e os latões do Luso também estão cheios a abarrotar, tive de guardar o maldito papel das sandes até segunda-feira.

Arre que já não se pode comer com prazer!

12 comentários:

Anónimo disse...

BRAVO!!!
Simplesmente delicioso....

já estou em pulgas, para ver o próximo episódio...

Anónimo disse...

Tinha de meter uma bucha pelo meio...Continue!

jibita disse...

Nada como um pic nic com cheirinho afrosidiaco da natureza (humana).

Pearl-Harbor disse...

Caro (a) Jibita... como é um nick novo por aqui (o que não quer dizer que seja necessariamente alguem que nunca por ca andou...), mas dando-lhe o beneficio da dúvida, devo informar que já por várias vezes aqui fizeram alusão a essa mesma familia... e sempre com resultados desastrosos, roçando mesmo a imbecilidade.
Devo recordar-lhe que este é um espaço que se pretende ser de debate e não de chacota ou cusquice, algo que certamente lhe apraz dado o comentário infeliz...
Post's anteriores com tais comentários até foram retidados.... Assim, e se pretende fazer algo de bom pelo Luso, comece por afiar a lingua contra as coisas que realmente merecem registo ( para bem e para mal) e deixe em paz as pessoas que nada têm a ver consigo, para que este local possa continuar a revelar interesse e, sobretudo e seja sempre conhecido pela dignidade e respeito que merece.
Assim, sugiro que apague o seu comentário numa prova de boa fé e de carácter...

Cumprimentos

"tora tora tora"...

jibita disse...

Já na se pode ter um momento de humor.....ai Nilton a tua carreira está acabada.

Anónimo disse...

Há uma diferença abissal entre humor e a piada fácil, sra. jibita...

jibita disse...

Em primeira instância acho este blog bastante interessante, onde se têm debatido ideias e realizado pensamentos interessantes sobre o luso e eu estou cá para isso, mas que eu me lembre não conheço nenhuma localidade que não seja feita das pessoas que a habitam e consequentemente da sua personalidade. Este blog como tantos outros, e dito com verdadeira franqueza, tem a sua verdadeira piada na cortina de anonimato por onde todos nós nos escondemos, para libertarmos as nossas ideias sem qualquer tipo de censura ou promiscuidade por alguém ou de alguém, caso contrário todos assumiam a sua verdadeira identidade e de certeza que ponderavam muito mais as suas sábias palavras. como esta situação não acontece e acredito que somos indivíduos crescidos e amadurecidos, tiramos o néctar do que nos interessa e fruímos ou damos a relevância qb ao momento. Apagar....não, evitar talvez.

El Tonel disse...

Ó pá! Que mal fez o F.E. afinal?

Isto é mesmo a pedir uma daquelas intervenções do "grama"

Cuida-te Jibita

Não vai mais pinga pra essa mesa!

O Grama-o-Fone disse...

Rapaziada!

Outra vez não ...

Desculpa Jibita mas tem que ser!

Abraço

jibita disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Caro LC, como fui a primeira a "apontar" os jovens sinto-me na obrigação de lhe dizer que aqui ninguém falou mal de tal jovens, bem pelo contrário. Quanto ao silêncio que nos propõe - a agir mais que falar - saiba, se é que não sabe, que algo já está a mudar. Cada um faz o seu papel, enquanto cidadãos não temos que fazer o trabalho de quem, através do nosso voto, prometeu fazer por nós. Chama-se a isso representatividade política e a isto exercício de cidadania. Concordo consigo, em parte, no que diz respeito à possibilidade de podermos fazer mais, mas o pouco que fazemos parece estar a ser mais do que a maior parte das pessoas faz. Além disso, ninguém lhe garante que quem fala aqui não ocupe lugares de responsabilidade nos destinos do Luso.
Esperamos, também, o seu contributo.

O Grama-o-Fone disse...

Caro LC,

Já estão por aqui muitos "actos" como diz V.Exa., e também boas sugestões!

Agora são só para quem as quiser agarrar/aproveitar ("quem de direito"!) ... Já por ventura pensou que esta pequena comunidade também tem as suas profissões?

Se acha que por aqui só se dizem "cusquices" ... não se sinta tentado a vir lê-las seu "cusco"!!!