sábado, agosto 06, 2005

Onde andam?


Muito se tem falado da “classe” política do Luso, bem como de empresas privadas e empresários individuais da restauração e hotelaria. Sem menosprezar este debate, antes pelo contrário!, gostava de introduzir nesta discussão o que podemos chamar de sociedade civil. Não me interessa, de momento, observar as gentes do Luso, nas suas idiossincrasias, mas das que, unindo-se, tentam fazer alguma coisa. Seleccionei apenas um desses grupos, esperando que os participantes deste blog enunciem outros.
Um dos grupos associativos que passou como um meteorito pelo Luso, tão forte quanto rápido, foi o clube constituído pelos nossos motards. Nessa época, conseguiram, a partir do nada, dinamizar a vila com iniciativas e actividades que lhes valeram o reconhecimento popular, não obstante a simplicidade e humildade com que as fizeram. A corrida de carrinhos de rolamentos, os Pais Natal (cujas prendas e fatos foram pagos pelos membros) e um concerto (com vários grupos) a propósito de uma concentração no Lago, foram projectos que dificilmente esqueceremos, ensinando-nos que basta vontade e espírito criativo para que as coisas sejam levadas a bom porto, mesmo quando a maré não é favorável.

Não foi fácil, tanto quanto sei – que não é muito – , para este grupo singrar, tendo de combater obstáculos burocráticos da JTLB, JFL e CMM, como o que aconteceu aquando da já referida concentração e concerto no Lago: tendo a organização pedido permissão para acampar as muitas pessoas que vieram assistir a esta iniciativa, este pedido foi negado com o subterfúgio de que não era permitido “campismo selvagem”. Apesar deste e outros entraves semelhantes (desde da moralidade bacoca à burocracia tacanha), este grupo nunca virou as costas ao Luso, assumindo o papel de embaixadores da nossa terra por outras localidades lusas e, inclusive, por terras de nuestros hermanos.

O Moto Clube de Luso, desapareceu como surgiu, como um baque. Nunca percebi o porquê. As quezílias interiores, normais em associações, parecem ter levado a melhor e a população, que tanto gostou de tais iniciativas, ficou impávida e serena, enterrando o assunto.
Este grupo de pessoas com amor à terra e às motos serve de exemplo a outros grupos existentes no Luso, que insistem em não sair da sua redoma, legitimando esse encerramento em si sei lá por que pretextos escusos.
Mostram-nos que a burocracia e outros parasitas são de somenos importância quando queremos, realmente, fazer alguma coisa e que todos os momentos são bons para (re)começar.

6 comentários:

O Grama-o-Fone disse...

Já estava a estranhar o facto de ainda não ter referido o "Moto Clube" ... Para variar ao mais alto nível! Que sirva a quem a quiser!!!

Anónimo disse...

Caro asdrubal, tenho de fazer uma correcção. No meu texto refiro-me ao Moto Clube de Luso e não ao homónimo Lusense, cujas iniciativas confesso não estar a par e que surgiu depois (e lanço aqui o repto para que alguém fale desta - e de outras! - nossa associação lusense). De modo muito geral, os conceitos que os regem são díspares: os primeiros perseguem o tradicional espírito motard (asfalto, passeios, concentrações) e os segundos o 'todo-o-terreno'.

El Tonel disse...

Asdrubal

Assino por baixo!

"Por vezes basta "um" para deitar abaixo o trabalho de "todos"" - É o que diz uma das carapuças que tenho aqui para vender.

Anónimo disse...

No meu entender, o surgimento de grupos, por parte da sociedade civil, ocorre em geral, com base em gostos ou interesses comuns.
A realização de vários eventos e actividades, acabam por acontecer naturalmente, ligados à própria actividade em si; ao interesse em projectar a imagem do grupo, ou; em angariar fundos para suportar o grupo ou para projectos mais ambiciosos por parte desse grupo.
Ou seja: esses grupos, embora não criados para objectivos de qualquer tipo de desenvolvimento e dinamização local, acabam por revelar-se importantes não só com a realização das suas próprias actividades, como também pela realização de actividades paralelas, relacionadas com os objectivos desse grupo.
São habitualmente constituídos por jovens, os quais conseguem, nesta fase, ceder algum do seu tempo livre, para dedicar a essas actividades, que gostam, e não porque se sentem forçados ou impelidos a fazê-lo. E é compreensível, que com o passar do tempo, o aumento das obrigações profissionais e familiares, não lhes permita manter os seus projectos de pé acabando por morrerem ou esbaterem-se.
Recordo com saudade, por exemplo: os primeiros tempos em que se organizaram torneios de futebol, no campo do lago, (que era de todos e agora é só de alguns), e que felizmente, continuam nos nossos dias, mantendo uma ocupação salutar dos nossos jovens: graúdos e miúdos).
Também me recordo com alguma saudade, das poucas provas de atletismo, que se realizaram no Luso, para a qual se promoveram vários bailes, ao longo de todo o ano.
Ou seja a resposta da sociedade civil, depende muito dos interesses e gostos da malta nova.
A seguir a esta camada etária, a vontade de fazer alguma coisa em concreto com o desenvolvimento local, passa muito pela criação de associações.
Para este efeito até já temos uma a ADELB, que talvez por não usar canais de comunicação acessíveis a todos, se arrisca a viver numa redoma, sem qualquer feed-back, por parte da população.

Assim, aproveito para sugerir a alguém ligado a essa associação que nos informe sobre as suas actividades: quais os projectos que têm feito, quais os obstáculos encontrados e quais os frutos que têm conseguido colher.

um abraço a todos

Anónimo disse...

esqueci-me de uma coisita...
o meu Jerico também não tem medo das moscas... sacode-as com o rabito, ih,ih,ih.

jibita disse...

Andavam todos ás turras uns com os outros, uns porque bebia muito e não arrumava as respectivas, outros porque tinham grandes máquinas, enfim lá se perderam....mas a sociedade é mesmo assim, evolui, uns morrem para nascerem outros.


O único que perdura é o clã do Sr. Rui Costa, porque será?

Há por aí uma ADBLTDA que nem sei o nome em prol do luso, mas pelo que consta essas personagens também pouco se movimentam....deve ser para não levantarem muita poeira devido ao bem estar dos turistas....


Ai Ai....é só avecs...