
A minha pequenina Renata Vanessa, carregando o velho album de fotos do El-Bidon (meu tio avô), chegou ao pé de mim e disse:”Papá! Quando for grande quero ser arquitecta!”. “Mas tu nem sequer vais à escola! Como é que já sabes o que queres ser?” perguntei eu. “Tive a ver estas fotos de edifícios lindos, de quando o tio-avô estava no Brasil, e decidi-me!” respondeu ela. Encolhi os ombros, suspirei, e disse:”Pronto! Tá certo! Se é assim que queres, o papá vai tentar ajudar-te o melhor que sabe! Ó mostra cá as tais fotos!” disse eu.
Virei e revirei a foto em causa e disse: “Ó linda! Esta foto foi tirada quando o teu tio-avô veio de férias ao Luso em 1940. Olha... isto é o Casino e isto é um Hotel que se chamava “dos banhos”” disse eu. “Ó papá levas-me lá para eu ver?” perguntou ela a fazer beicinho.
Montámos na casaleira e lá viémos até ao centro da nossa maravilhosa avenida. Parámos, e ela, que não tinha largado o album de fotos, voltou a abri-lo na página correcta, e começou a comparar: “Ó papá?! Que edifício tão feio é aquele ali, sem telhado?”. “É o edifício Oásis. Foi projectado com o patrocínio da Câmara no tempo do senhor Marteleiro! Na altura o senhor da família daquele que descobriu o Brasil era só vice!” respondi eu. “Ó papá? Mas onde é que eles têem os azulejos que estavam ali?” perguntou ela. “Não sei filhota! Não sei!” respondi. “Foi um arquitecto que desenhou isto?” perguntou novamente. “Ou isso, ou uma engenheira! Mas, perante a lei, perece que é a mesma coisa!” respondi eu. “Ó papá?! E aquele edifício alí,... O que é?” perguntou ela. “É o antigo casino.. e por baixo estão as termas! Seria supostamente o edifício mais importante da nossa terra!” respondi eu. “Mas,... ó papá? Porque é que tem o telhado cinzento? Feito com coisas diferentes dos outros telhados” perguntou novamente ela, apontando para a “Luzalite” à vista. “Não sei filhota! Não sei quem autorizou isto!” respondi eu. “Ó papá?! Onde é que estão os tijolinhos e os topos de coluna trabalhados que aparecem na fotografia?” perguntou ela novamente. “Não sei filhota! Não sei!” respondi.
Fomos dando a volta ao edifício e do lado do bloco, ela olhou espantadissima e disse. “Estás-me a enganar papá! Aqui existiam galerias de ferro forjado muito bonitas e agora só se vêem estas janelas iguais às do vizinho que está emigrado na Venezuela. Não pode ser o mesmo edifício!”. “Mas é, minha filha! Mas é!” respondi eu já cansado. “Ó papá! Vamos lá dentro!” perguntou ela. “Nem Pensar! Tenho uma bucha agora às cinco, com batatas pala-pala, que não posso perder! Nem penses em ir olhar para os tectos no interior!” respondi eu.
Enquanto voltávamos para casa a minha pequenita perguntou-me o seguinte: “Ó papá! Quando as pessoas crescem, tiram cursos, e se tornam arquitectos ou engenheiros, ou são administradores de empresas, ou presidentes de alguma coisa, perdem o bom gosto?”. (Não tive coragem para lhe responder, mas vou votar nela daqui a 30 anos!)
18 comentários:
O tempo passa...
E vai passando... como tónico do esquecimento... que teima em apagar da memória...
qualquer alembramento... de contrução ou elemento.... que em determinado momento... no Luso foi monumento....
E não há quem faça pelo contrário... quem pode manda e povo obedece... cegamente, pois então... porque se levam bem na corrente... da crendice e do desconhecimento... ou então, muito simplesmente... porque por falta de visão... entregam de beijada mão... os destinos desta terra...
aos senhores do leitão... sem questionar ou exigir... que o sol que amanhece o dia... seja distribuido por todos... em igual porção...
Ao mal já feito pouco resta que fazer... senão falar e continuar a desdizer... mas isso que seja um vivo exemplo... da letargia contagiante e paralisante... que afecta as almas desta vila agonizante... que da próxima estejam mais atentas... que sejam, quais escuteiros, vigilantes e alertas... para que da próxima oportunidade... façam valer a vós do LUSO.... bem alto, clara e esclarecedora... pois esta terra disso é merecedora... e que não fiquem sentados no curral... à espera que lhes caia a erva na manjedoura... é que pode já estar amarela e meia pôdre... mas como não há mais nada que a fome mate... terão de a engolir mesmo que lhes possa dar um "baq"...
Alerta minha gente... (in)formação e conhecimento... porque a terra quer acção, motivação e discernimento... e não fiquem os jaguares olhando... porque o tempo passa... e vai passando.
Caro Asdrubal... é bom sonhar porque o sonho comanda a vida... mas, por favor - e desculpe dirigir-me a si, que muito prezo, nestes termos - acorde...
há cerca de 20 anos não existiam PDM's e tão pouco se abordavam em Portugal questões como "Ordenamento Urbano" ou "Planeamento".
Nessa altura, quem tinha dinheiro, fazia o que queria... e hoje... é exactamente igual!!
O Oásis, aquando da sua construção mereceu a contestação de uma associação da terra que despertou para o problema das incongruências estécticas e arquitectónicas do projecto... Nessa altura, a acção desta associação foi vista como retrógrada, contra a terra e muito se lhe cortou na casaca (já de si, curta). Hoje é curioso ver essas pessoas a falar o prédio....
No entanto, deixe-me dizer-lhe... tente saber as ligações a que se estendiam a construção do Oásis... os verdadeiros interessados nisso... e perceberá que hoje (cada vez mais) e tal como há 20 anos atrás... quem tem o guito é que manda.
Além disso... veja lá que o Sr da tasca com o mesmo nome do "T..Y Carreira", na altura do Oásis, quis arranjar o telhado e elevar em dois tijolos a altura do prédio que habita e a CMM... não permitiu porque iria ficar "desenquadrado esteticamente" quando naquela rua, de um lado e dou outro, tem edificios mais altos...
Apenas algumas notas do que se vem passando... muitas mais haverá certamente...
Abraço.
El Tonel: mais uma vez, parabéns pelo seu post!
O Hotel dos Banhos, de facto, merecia uma substituição mais digna, como foi o exemplo (do contrário) o Hotel Lusitano, agora INATEL. Não vos parece que há uma ligação obscura entre o conceito água e elementos desérticos?: o Hotel da Termas tem um jardim de pedras e cactos e o Hotel dos Banhos foi substituído por um Oásis. Para não falar dos camelos e dromedários, mas isso já me transcende…
O asdrubal tem toda a razão: há outros mamarrachos (ou mama-tachos, como quiserem)no Luso que mereceriam uma implosão. Os exemplos que refere são, de facto, “exemplares”: o edifício do Hotel Éden e o edifício na rua Prof. Joaquim Leite, onde há muitos anos tinha lugar (mais) uma das barbearias míticas da nossa terra. Não sei que ‘lobbies’ existiram por detrás disso, porque, mais uma vez, a culpa maior não está nos que desenharam semelhantes estruturas desenquadradas do/no plano urbanístico, mas, antes, em quem aprovou tais projectos. Mais uma vez, a culpa morreu alheia e alguém esfregou as mãos.
Pearl, as coisas não são bem assim(excepto o que diz em relação à circulação de dinheiro). O Hotel Lusitano foi há cerca de 20 anos e isso não implicou um desenquadramento. Quanto à associação a que se refere, não foi a única que se movimentou, lembrando-me bem da movimentação popular que se gerou em relação a esse "problema". O que acontece é que essa associação, independentemente do que faça, é vista com alguma reserva, da qual irei falar num post muito em breve, já que ninguém tomou a sério o meu repto sobre associações do Luso (e eu sou como o Principezinho do Saint-Exupéry: só me calo quando estiver satisfeita).
Asdrubal
Tanto quanto me recordo, na altura da construção do referido Hotel Paraíso, houve protestos relativamente ao desenquadramento arquitectónico do mesmo, mas mais uma vez os lobbies falaram mais alto. Aliás continuam a falar ainda hoje em dia, uma vez que se mantém a classificação hoteleira como está, a um edifício e serviço, com continuadas e reconhecidas deficiências de serviço e de higiene.´Só á conta dessas deficiências é que é possivél pernoitar por preços mais baratos que no parque de campismo (E ninguém faz nada!!!). Não nos esqueçamos também dos compadrios que levaram, á saída compulsiva de uma das responsáveis pelas obras da CMM, quando algumas tramoias foram descobertas (é tão fácil ter-se lucro com o dinheiro dos outros!)- Mas isto é assunto para outro posting - Talvez do Bambi.
Uma "bucha" paga no momento certo, faz mais do que todas as leis e licenças ao mesmo tempo (E a Judite não faz nada!).
Enfim... lá se vão construindo umas cenas em madeira para manter "à sombrinha" certas personagens desta nossa santa terrinha
Olá pessoal...
Descobri um moinho, com internet, (moderno hein?) e em boa hora o encontrei porque este é um dos post's, que me apraz opinar.
Pena é que haja tanto para dizer, que não cabe num breve comentário.
O hotel dos banhos, era como uma oliveira (tão típica portuguesa), que, infelizmente, estava a cair de podre, não dava quaisquer frutos e se os desse já não serviriam de proveito a ninguém. Era portanto totalmente inútil e contribuia para uma má imagem do Luso, tal como a Turiluso.
Optaram por cortá-la e pôr lá uns Kiwis e umas Palmeiras???, Não é típico, mas dá frutos.
Em relação ao estilo arquitectónico, confesso que também não me parece bem conseguido, mais pela falta de harmonia global, do que pela falta de telhados. Fui convidado a assinar o dito abaixo-assinado, o qual recusei e continuaria a recusar, por considerar que a estética, é algo tão subjectivo, pessoal e vago, que não confere a mínima sustentabilidade, para este tipo de movimentos. E até havia formas sustentáveis para corrigir a obra, para evitar alguns problemas, mais importantes que a estética.
Em relação ao que é tipico, genuino e adequado para o Luso, também é um tema muito controverso e delicado. Senão vejamos. Temos solares, em quintas majestosas... lindissímos. Mas cuidado... são de outros tempos e alguns baseiam-se em misturas de challets suiços, com retoques de arquitectura de Macau,... genuíno e típico, não?
Lamento ainda, que algumas das pessoas ou grupos desse movimento, não tivessem dado a mínima importância à arquitectura do Centro Paroquial, no qual poderiam e deveriam ter sido mais exigentes. (é que também há telhados de vidro).
Em relação ao Casino, tratando-se de um edifício, que merecia ser devidamente classificado, dói-me, ver as amputações e próteses, que têm acontecido e que contribuem para a sua desvalorização. Mais que uma questão de gosto, parece-me haver alguma irresponsabilidade, de quem competiria gerir melhor o seu património.
Bora Jerico, tira os óculos de sol e vamos dar um mergulho!!!
Não sei se será assim tão subjectivamente desinteressante a questão sobre o estilo arquitectónico e por isso, nessa matéria, não posso concordar com o nosso Jerico&Albardas. É verdade que temos estilos arquitectónicos que poderemos considerar pouco típicos, mas não me parece que seja essa a pedra de toque, uma vez que não existem estilos puros. Os que exemplos que pertinentemente coloca à nossa consideração, relativamente a esta discussão, são de facto, exemplos que parecem pôr em causa a pertinência dos outros casos aqui referidos. Não obstante, esses exemplos que menciona estão enquadrados harmoniosa e historicamente. Pelo contrário, os que aqui referimos - e lembrou-nos de outro caso, o do Centro Paroquial (como é que não me lembrei disso?) – desejam muito a desejar. Não tenho conhecimento científico algum em relação à arquitectura enquanto arte e por isso está longe de mim a pretensão de avaliar os tais edifícios enquanto tais, mas a minha sensibilidade estética dói-se em relação a estes. Obviamente que, mais uma vez, não existem estilos puros (e por isso o típico não passa de mera convenção), mas isso não significa que não haja um cuidado de integração harmoniosa no espaço físico. Justificar estas opções arquitectónicas com os exemplos que menciona não passa do paradoxo medieval de se saber se um homem com um cabelo é ou não careca, pois se afirmarmos que sim isto implica que um homem com mil cabelos também o seja; ou seja, são necessárias fronteiras e normas para o caos não seja instaurado.
Quanto ao argumento que usa como justificação não-estética, isto é, de que o Hotel dos Banhos era uma vergonha e estava devoluto, não dando quaisquer frutos, enquanto este os dá, creio que é um argumento pouco plausível para esta questão. Isto porque há outras opções arquitectónicas que, em harmonia com o espaço físico em que se encontra, possibilitariam as mesma polivalências ou, como diz, “frutos” (veja o exemplo, como referi, do INATEL).
Continuo a não compreender por que se insiste que a estética é algo de relativo e puramente subjectivo, afinal não é disso que estamos aqui a falar e, ainda que com algumas diferenças, todos a concordar? Ao contrário do chavão de que os gostos não se discutem, os gostos devem discutir-se, sobretudo que estamos a falar numa dimensão estética (este post e respectivos comentários são disso exemplo!). Se assim não fosse, não fazia sentido a existência de regras ou/e normas que estabelecem fronteiras (que, obviamente, são discutidas e discutíveis); se assim não fosse, tudo seria possível e não discutível: o jardim da frente do GH, a rotunda, as frases obscenas nos muros, o zinco dos quiosques da Avenida, casas das cores mais (a)berrantes, etc, e até poderíamos considerar que casas devolutas em ruínas (exemplo: turiluso) seriam esteticamente interessantes. Compreendo, obviamente, o que pretendem dizer com essa pretensa relatividade e subjectividade da estética: os consensos populares não existem; mas isto tanto é válido para a estética como para todas as dimensões da acção humana e, como tal, não serve de justificação séria. Isto porque, não obstante esta “relatividade” e “subjectividade”, tal não significa, mais uma vez, e desculpem-me a repetição, que não sejam necessárias fronteiras: de outro modo estaremos sempre na posição do tontinho a meio da ponte sem saber para que lado ir. E estas fronteiras não têm, necessariamente, que ver com uma homogeneização da paisagem urbanística, mas com harmonia ou enquadramento nessa e dessa mesma paisagem. E, aproveitando o lance, a questão estética não é de somenos importância se assim fosse o nosso amigo Jerico&Albardas teria que dar a mão à palmatória em relação ao mural à entrada do Luso e até respeitar o cinzento do betão…
P.S.: Tudo isto para reiterar e sublinhar o que o nosso, não menos amigo, asdrubal disse.
Antes de mais, gostaria de concordar com o Jerico em relação a esse outro edifício que refere e marca também, na minha opinião, pela negativa, a paisagem urbana do Luso - o Centro Paroquial!
Gostava de chamar aqui, pela positiva, a reconstrução feita pelos "alumínios" da casa na Venda Nova, onde já se venderam artigos de bébé... muito bom.
Outro exemplo, pela negativa, mas desta vez pela degradação que apresenta e lhe confere um certo ar de repugnância e desmazelo é o mercado (onde editam o "jornal da praça"). E, se formos a ver bem as coisas, até a esplanada com nome de santo, bem como o acrescento feito no concorrente mais abaixo, fogem completamente ao que seria o "típico e característico", não sendo, para mim, especialmente agradáveis.
Mas gosaria agora de inflectir pela questão do "típico e característico" referida também pelo nosso Jerico. Entendo que quando as pessoas passam a identificar determinada arquitectura (ou artesanato, música, doce, etc....), com uma determinada localidade, é porque são elementos que não se encontram conjugados em qualquer outro lado (ou, no mínimo, será muito dificil de repetir noutro sítio). Assim, ainda que haja no Luso, na verdade e como bem refere, arquitecturas que se baseiam em "misturas de challets suiços, com retoques de arquitectura de Macau", pelo tempo e pela sua singularidade, estas passaram a ser identificativas e marca desta terra, intimamente ligadas à imagem que visitante guarda do Luso. Por isso, ainda que não seja a arquitectura tradicional e autóctone, ela é, na verdade, típica e característica do Luso. Já o Oásis, Eden, C. Paroquial, Turiluso, Caixote vizinho da loja do "senhor que evita pagar rodadas", e outros exemplos que haverá por aí... constituem já uma marca generalizada no país, incaracterística de um qualquer lugar... mas não de um certo tempo... pode ser uma arquitectura que sempre se associará a um período no tempo e na história do nosso país, mas que se generalizou por todo o território, com maior expressão nas áreas mais densamente povoadas... o que é, então, típico e característico das grandes cidades... em determinado tempo.
eh pá... ando a falhar como as notas de 20... toda a gente fala do casino e ainda lá não fui ver isso... tá assim tão mau??
Pearl
Pega em fotos antigas e compara....
Don Islero
Já julgava que tavas de férias! Vá!.... toca a postar que já tou cansado de postar sozinho!
Na sequência do meu anterior comentário, creio ser importante esclarecer duas situações, que por serem distintas devem ser separadas:
-Uma coisa é EMITIR uma opinião, o que não me coibo de fazer, sempre que entendo oportuno;
-Outra coisa, bem diferente, é IMPÔR uma opinião.
Tive um professor, advogado, que um dia disse uma frase, que me fez reflectir e que não mais esqueci: "Num Estado de Direito, tudo o que não é proibido, é permitido". Este conceito traduz-se em leis que existem para balizar a conhecida máxima: "A minha liberdade termina onde começa a dos outros".
Parecendo-me, isto óbvio, seria e será, incoerente da minha parte, subscrever qualquer tipo de procedimentos, nos quais incluo alguns abaixo-assinados, que têm subjacentes a tentativa de impôr uma determinada corrente de opinião, mesmo que com ela eu concorde e mesmo que essa opinião seja representativa da esmagadora maioria. Porque as minorias têm exactamente os mesmos direitos dos outros e como tal, o mesmo direito às suas próprias opiniões.
Quero deixar explícito, que não tenha nada contra as pessoas que estiveram envolvidas no dito abaixo-assinado, as quais têm todo o direito de escolher a opção que entendem ser a mais persuasiva e na qual não participei, pelas razões já referidas.
Para concluir, é meu entendimento, que em situações similares, valem mais algumas boas opiniões, proferidas por algumas cabeças, do que uma única opinião, subscrita por muitas cabeças.
E este blog, até tem mostrado algumas boas opiniões emitidas por algumas cabeças.
Um abraço, a todas as cabecinhas pensadoras e às outras também.
Faço minhas as suas palavras, Jerico&Albardas...
Temos advogado!
Malta! Eu gostava de saber a vossa opinião, mais sobre o Casino e Balneário e menos sobre o Oásis. Já agora... alguém se lembra como era a casa das infusões à 30 anos??? Já agora... alguém se lembra, ou sabe, o que era o concurso das janelas floridas?
Fosca-se! Lá deixei queimar as febras outra vez...
Lembro-me desse concurso das janelas floridas; não sei como ficou, mas gostei de ver, mesmo sendo poucas, as janelas que aderiram. Achei uma ideia gira, apesar do aparente (?) fracasso. Foi por essa altura que se colocaram, também,canteiros nos postes de iluminação, não foi?
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