
O Horácio, que é um daqueles moços um bocado calados, mas que de vez em quando manda umas tacadas na “muche”, aproveitando a maré de ideias que a malta anda a ter, a respeito da nossa santa terrinha, disse em tom de desespero: “Oiçam lá?! .. e se a gente criasse antes uma loja maçónica aqui na terra?”. “Boa eu adoro Lasanha!” disse eu. “Não... uma loja de maçons... pedreiros livres!” continuou ele. “Massada de gambas também é fixe, mas não sabia que hava lojas onde se vendia isso!” insisti eu convencido da abertura da tar tasca de buchas. “Não pá! És mesmo dããã.... Uma associação de pedreiros livres!” concluiu ele. “Bom... pedreiros somos todos nós, mas eu pelo menos já não sou livre! Tenho lá a Maria e a pequenita. Aliás, solteiro, livre e pedreiro aqui,... só mesmo tu! Não me digas que queres uma associação só para ti?” perguntei novamente. “Isto é assim, a malta faz umas reuniões secretas onde decidimos os destinos da terra, depois, cada um acciona os seus contactos pessoais nos diversos partidos para obtermos o que queremos, depois, para disfarçar, atacamos públicamente as nossas próprias ideias. Como a malta de cá é normalmente do contra, arranjamos maneira de ganharmos popularidade para as próximas eleições!” explicou o Horácio. “Tou a ver! Tu queres é uma cena tipo Opus Dei!” respondeu o Sereno. “Isso mesmo! Até parece que os dois candidatos anunciados às presidênciais pertencem também a essas cenas, por isso, tá visto que dá resultado” reforçou o Horácio. “Pomos uns aventalitos, fazemos lá uns rituais, e movimentamos as coisas” continuou ele. “Maçónicos, aventalitos, remexer,... hummmm... isso cheira-me a buchas! Eu alinho!” disse eu. “Nós também!” respondeu o resto da malta em coro. “Então e quando é que a gente tem a primeira reúnião?” perguntou o Horácio. “Segunda feira por exemplo!” Sugeri eu. “Segunda feira, não posso, tenho que ir levar a Clotilde ao cabeleireiro, que tal Terça?” perguntou o Alvaro. “Terça vou de férias para Mira, Só venho no fim do mês! Que tal dia 1 de Setembro?” disse o Sereno. “Em Setembro tenho as vindimas! Não dá para andar com estas coisas! Que tal em Outubro?” perguntei eu. “Em Outubro temos uma série de empreitadas a começar e convém fazermos pelo menos a primeira placa, se é que queremos receber o guito dos homens! Que tal em Novembro?” perguntou o João. “Oiçam lá... mas isso já é depois das eleições! Já não vale a pena para este mandato! E se a gente marcasse para Janeiro de 2009?” perguntou o Horácio. “Boa ideia! Tá combinado!” dissemos todos em coro, seguros de que toda a gente, já se teria esquecido desta conversa, nessa data. “Fosca-se! Mais trabalho não!” pensamos todos (julgo eu).
6 comentários:
Já temos um candidato para o tacho......
Genial! Também quero ser membro, nada de Maçonaria masculina 'versus' Maçonaria feminina (como acontece actualmente). Enquanto não surge uma loja maçonica no Luso, vou-me contentando com a Flauta Mágica de Mozart, ícone da maçonaria. El Tonel, já pensaram nos rituais de iniciação?
Já tentei por um posting mas foi censurado! LOL
Pois, acredito...Nem sequer quero pensar onde é que surge a bucha...
pecaminoso.... lol
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