sábado, agosto 06, 2005

Dedo nas feridas

A pequena reportagem que hoje saiu na revista “Grande Reportagem”, pela mão do jornalista Pedro Almeida Vieira, põe a nu a questão não só da falta de água no Luso, mas levanta, também, de modo acutilante, os ‘gatos escondidos com o rabo de fora’ dos critérios políticos que gerem tanto o Luso quanto o Buçaco.
Numa escrita fluida, tão poética quanto crua, o jornalista enumera não só as qualidades da nossa terra, incluindo a mata, mas também os problemas que há a resolver, numa reacção só compreensível para quem ama o Luso e o Buçaco.
Não sei se tiveram a oportunidade de ler, por isso vou partilhar convosco alguns pontos que merecem atenção, ainda que alguns deles já tenham sido aqui abordados ou, pelo menos, aflorados:

1) a “romaria” e consequente confusão, sobretudo de fins-de-semana, na fonte de S.João;
2) os "passantes" que vêm buscar água, mas que não deixam qualquer tipo de benefício ao Luso (a nível monetário);
3) as opções urbanísticas que fazem do Luso uma vila confusa, caótica e pouco atractiva;
4) a complicação do/no estacionamento, que se revela uma situação desesperante;
5) a falta de fiscalização que faça cumprir a directiva que estipula a quantidade de garrafões e garrafas permitidas de cada vez;
6) as prospecções de água na Lameira de Santa Eufémia;
7) os cortes no abastecimento de água à população;
8) a insensatez de se construir naquele local o Centro de Estágios;
9) a “luta de galos” entre a SAL e a Câmara Municipal da Mealhada (incluindo o que a SAL, desde 2003, paga à Câmara);
10) A falta de medidas tomadas pelos nossos dirigentes (durante anos);
11) O desperdício de água na rega de jardins públicos, quando a população não tem água em casa.

6 comentários:

Anónimo disse...

Fala da situação económica do Luso?

Anónimo disse...

Faço as mesma perguntas, asdrubal...

Anónimo disse...

Um reparo em relação ao ponto 11: o jornalista fala do desperdício de água na rega e não sobre a necessidade ou não de se regar.

jibita disse...

Confesso que não li a tal “Grande Reportagem”, pela mão do jornalista Pedro Almeida Vieira. Pelos apontamentos que colocaram aqui (desde já o agradecimento pelo autor do post) confesso que "a insensatez de se construir naquele local o Centro de Estágios", me intrigou e não percebi tal apontamento. Penso que é uma obra fundamental para diversificar a oferta turística da nossa terra. A não ser que preferisse a antiga serração, um dos principais pólos dinamizadores da grande indústria local. Este deve ser mais um "passante" que vêm buscar "notícias", mas que não deixam qualquer tipo de benefício ao Luso (a nível informativo).

E são estes os nossos jornalistas....

Anónimo disse...

Cara (o) jibita, no texto não diz que o Centro de Estágios não devesse existir, mas, antes, que não devia ter sido naquele local. Isto porque se supôs que naquele local existisse água para a manutenção daquele espaço, só depois da conclusão da obra é que se viu que não, estando o Centro de Estágios a ser auxiliado, neste momento, pelos Bombeiros.
O jornalista não inventou, alguém lhe disse...

jibita disse...

dessa eu não sabia...