
Tava a malta da bucha lá no “Salta”, quado o Sereno, Carregando uma resma de folhas de papel, sai do carro a correr, e entra esbaforido, na dita tasca. “Malta! Encontrei a solução definitiva para todos os nossos problemas! Já estive a falar com quem sabe do assunto, e ele disse-me que, há fortes probabilidades de isso acontecer!” disse o Sereno. “Então conta lá!... Ó Salta!... Dá aqui uma Super pró Sereno!” disse eu. “Temos que nos cagar pra isto!” respondeu o Sereno. Fez-se silêncio, como se alguém tentasse encontrar algum significado escondido no que ele acabava de dizer, até que o Horácio perguntou:”Andas a ler o blog não é? Até aposto que essas folhas são de lá! Ou comeste feijoada ontem e estás a precisar de desculpas?”. “Não pá!... temos que nos cagar para isto!” insistiu o Sereno. “Atão, mas ouve lá! Isso não é o que temos feito a vida toda?” perguntou o Álvaro. “Não é isso! Cagarmo-nos no sentido literar da palavra. Dar traques... peidos... bufas... tão a ver?” retorquiu o Sereno. “Ó Salta! Cancela o pedido da Super qu’este gajo já vem bêbado!”. Entretanto o Salta, fazendo de conta que não ouvia, abriu a Super e disse “Tá pedido, tá aberto, tá aponte! Quem é que paga esta?”. “Pronto, tá bem, eu pago! Fosca-se! Calha sempre ao mesmo!” disse o Horácio. “Mas ó Sereno, estás a propor um concurso internacional de peidos, para atrair gente para o Luso?” perguntei eu. “Melhor! Muito melhor!” disse ele arregalando os olhos e fazendo um ar misterioso, e continuou “Vocês viram, naquele programa de ontem, que um dos principais causadores do efeito de estufa é o metano, não viram?”. “Sim... e..?” perguntamos em coro. “Bem sigam o meu raciocínio: Metano, aquecimento global, derretimento das calotas polares, subida das águas do mar, uma praia na Lameira!” explicou ele. “Ahhhhhhh!!!!” (coro). “Vejam bem, os nossos traques podem contribuir para transferir o reboliço e farras das praias para aqui perto! Resolviamos todos os problemas: Livravamo-nos da grande cidade e respectiva câmara; obrigava-mos a SAL a desistir do engarrafamento no Cruzeiro e a trazer de novo os postos de trabalho para o Luso; transformavamos Várzeas num resort de luxo com uma baía e marina própria; trocávamos as frequentadoras da cova-da-areia por nadadoras salvadoras tipo marés vivas; podiamos fazer excursões submarinas aos passos do concelho; deixávamos de nos preocupar com os fogos naquela zona; desenvolviamos o resto da freguesia do qual ninguém fala, etc, etc, etc,!” argumentou o Sereno. “Ó Salta, bota aí uma rodada, senão nós não chegamos lá!” disse o Antonino.
Nisto ouve-se um Brrouuuptssssssssss....
“Ó Tonel!! Gaita! És sempre a mesma coisa!” disseram eles
“O que foi? É p’ra ajudar... É p’ra ajudar!” respondi eu
1 comentário:
Antigamente, mas muito lá longe, dizia o meu avozinho que a água do Luso abastecia a referida zona citadina e quando queria fazer algum tipo de pressão para fortalecer certas e determinadas posições politicas, fechava-se a torneira!! Era verdade, e constasse que por vezes durava semanas tal martírio até vergarem a crista. Agora parece que a coisa se inverteu.
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