
Hoje à tarde, não tinhamos nada para fazer, e fomos até à adega do Armando. O gajo tem lá um destes tintos, que vai lá, vai! E o presuntito? Huuuu.... que maravilha! É óbvio que ele está de férias e ainda não sabe que estivemos lá... mas a gente depois conta-lhe... afinal de contas foi ele quem disse: “Apareçam sempre! A casa é vossa!”.
Entre copos, pão e nacos de presunto, chouriço e queijo, lá fomos falando daquilo e daculoutro sem nenhum assunto em especial. Até que o António, se saíu com esta: “Oiçam lá? Andamos de casa em casa, até já pensámos em associações mas, o que nos falta mesmo, é um parque de merendas, onde a gente possa estar com os putos e as Marias a passar os tempos livres! Eu noutro dia fui a uma terra onde se fazem concentrações motards, onde há uns anitos não havia nada, e onde agora há um “buchas park”!” . “Ena pá! Excelente ideia! Onde é isso?” perguntou o Horácio. “Em Gois!” respondeu o António. “Mas ouve lá: explica-te lá melhor! O que é que esse buchas park tem?” perguntou o Sereno. “Tem uma série de grelhadores para carvão, sombra, locais para lavar a loiça, caixotes de lixo, bancos e mesas, etc... aquilo que a malta necessita para um pic-nic!” respondeu o António. “Mas na Avenida não há espaço para isso e o Lago fica fora de mão... além de que o concessionário do restaurante, não ia gostar nada da brincadeira!” disse eu. “Lá estão vocês a falar da Avenida e do Lago! Parece que esta terra é só isso!” disse o António. “Tou a ver que já estás a pensar nalgum sítio! Vá lá! Desembucha!” disse o Horácio. “O jardim da rua da Pampilhosa! Mais conhecido por Jardim da Tibéria!” explicou o António. “Vamos já lá verificar o local!!” sugeri eu.
Levamos uma dúzia de garrafitas, 2 queijitos e o presuntito (já se tinha acabado o chouriço e o pão), e lá fomos nós fazer o reconhecimento do terreno. A única dificuldade foi trazer tantas garrafas na motorizada, mas como era o nosso grande amigo Zé que estava de serviço, passamos pela Avenida sem estrilho. Abancamos na mesa, mesmo no meio do jardim e continuámos a buchita. “Ena pá! Tantos agapantes! Isto serve para alguma coisa?” perguntou o Sereno. “É prós nacitas não terem tanto trabalho! Já viste que os homens agora andam sempre a correr!” respondi eu. “Mas oiçam lá, temos mesas, temos sombra, era só tirar a merda dos agapantes e fazer aqui meia dúzia de coisitas, que ficávamos com um sítio igual ao de Góis! Se calhar até custava menos que certos galinheiros que fizeram agora! Só falta a rede!” disse o António. “Ouve lá! Deixa as plantas crescer e depois críticas! Deixa estar o homem que ele está a trabalhar bem!” disse eu. “Já que és da cor dele, já agora explica-me: porque é que não fazem qualquer coisa deste sítio. Afinal de contas, já chegámos à conclusão que é um sítio óptimo e que tem estado abandonado!” perguntou o António. “Não rende votos pá! ... Não rende votos!” respondeu o Horácio por mim.
4 comentários:
Para quando o livro?!?!? Tonel...
Quanto a buchas parque......o Bussaco tem tantos....será necessário mais um no luso....eu ia mais num bom parque para os "fedelhos", esses não têm um sítio digno onde dar largas à imaginação.
Ehehehheeheh...
Avenida do Castanheiros, claro...(Vivó Manelito!)[caro Gutenberg, sobre este problema queira ver,e.g., post "Porno"] E se não fosse privada, a quinta do Dr. Alberto. Parece que estava projectado, para esse fim, o vale próximo da ex-padaria do Sr. Pedrosa, mas com tantas trocas e baldrocas - enunciadas aqui pelo nosso saudoso Jerico & Albardas - já não sabemos se será assim.
Em relação ao dito jardim, podia ser de facto um local mais aprazível, mas para parque de merendas não me parece o indicado.
Propostas!... Propostas malta!... É de aproveitar agora, que eles andam todos a ler isto todos os dias.... Vamos força!... Com jeitinho isto até vai!
Carissimos, permitam-me que discorde da ideia do "parque de merendas" em pleno Luso. De todos os locais enunciados, o único que, na minha perspectiva, se presta a tal função, seria a a Av. dos Castanheiros, dada a bucolidade do local e a facilidade de estacionamento.
Com franqueza, entendo que não precisamos no centro do Luso, de mais autocarros a despejar pessoas e a entupir o tráfego, retirando a vontade de estar na rua com tanto ruído e fumo provenientes dos "bus" e restantes veículos.
Além disso, o turismo que entendo realmente interessar ao Luso, passará certamente pelo autocarro mas não o de excursão, pelo menos nos moldes em que se encontra a avenida actualmente.
O lago? opá, em quantas vilas e cidades do nosso país é que as pessoas podem desfrutar de um local como aquele para, livremente, se espraiarem e deixarem correr as crianças?
O Jardim referido pelo Tonel é um bom local para (sim, tá na hora de detirar os "agafantes") recuperar e dele fazer um local onde as pessoas possam apreciar um bom livro...
O espaço atrás do Salta, poderia ser outra opção mas, mais uma vez, continua no centro do Luso ainda que o acesso pudesse fazer-se pelas traseiras do "paraíso".
Já a quinta do Alberto, entendo que seria o local ideal para, com a devida conservação do arvoredo mais importante, vir a localizar futuramente o "bairro da lata", mas desta vez em pré-fabricados de madeira, individualizados e espalhados por toda a área do terreno, com um bom parque de estacionamento para ligeiros e pesados de passageiros, com acesso a apartir da estrada de Viseu.
Assim, teriamos um espaço digno, adequado e com a vantagem de ter a feira ordenada e avenida (e todo o centro do Luso)com outra imagem.
Já agora, aquando da obra, entendo que deveria ser retirada a proeminente intrusão de terras que parece comprimir a zona do Oásis, dando a sensação que a montanha por ali irrompe.
Não precisameos de mais centralização das pessoas e actividades comerciais no "CBD2 lusense...
Acredito sim que devemos é descentralizar cada vez mais, criando a tal diversidade de ofertas e, consequentemente, a atractividade que há-de voltar a trazer mais pessoas, num turismo de cada vez maior qualidade, à nossa terra.
Continuem...
Até já malta!
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