Sou daquelas pessoas que gosta de saber minimamente o porquê das coisas, como tal, levei a cabo uma árdua investigação aos DJ`s da nossa praça. As conclusões do estudo foram realmente esclarecedoras:- Descobri que todos tiraram o curso da fotografia que ilustra este post.
- Nenhum gosta das pessoas que frequentam os tasco do Luso.
- A culpa é, acima de tudo, dos donos dos respectivos tascos.
- Divertem-se todos os fins-de-semana a torturar as pessoas e ainda malham umas mines à borliú.
- Não dão tempo às pessoas para que estas tomem um café descansadas, obrigando-as a emborrachar-se o mais depressa possível para anesteziar os tímpanos.
- São responsáveis por 75% da desertificação nocturna a que vamos assistindo, e estabeleceram já em 95% o objectivo para o próximo ano.
- Do alto das suas casotas as pessoas parecem todas iguais, daí não se aperceberem que estão a pôr música de caca para uma audiência 99% lusense.
E agora a descoberta mais surpreendente:
- O gás lacrimogénio que soltaram na boite do Hotel teve por base a simples repugnância pela música, que já deixava de ser o que foi em tempos.
Bem, vou para a minha aula de defesa pessoal...
16 comentários:
Sinceramente em questão de "passar" música, hà os autodidatas (que deve ser o seu caso) e os que pelos anos de "serviço" pela causa mostram alguma segurança no que fazem, claro que criticar é sempre mais fácil. Num público tão vasto que somos todos nós é obvio que é complicado agradar a todos. Se os clientes fossem dessas casas fossem numa de curtir a noite até que a coisa funcionava, quem não se lembra das festas da casa de chá e do varzeas, festas estas muitas vezes espontaneas, e claro cada espaço tem a sua característica. O problema é tão simples como os locais serem os mesmos para os mesmos a frequentalos, e a coisa pode ir cansando, como o Luso não é uma metrópole com milhentos sítios para escolher os morcões têm de se sujeitar. Sr. Bambi já que tem tanto tento na garganta proponho que se faça aos discos e se proponhe a animar um desses locais a que se refere, mas não por uma noite que isso seria fácil, mas por uma boa temporada, estou certo que piava mais baixinho.
O Xiqueiro com os seus Genesis "walk" é que ponha o pessoal na linha....
cocainlusowater
Não é levi's é LEWIS (só para quem viu o filme)
Bambi
É claro que tens o teu lugar de sócio honorário assegurado!
Relativamente aos DJS:
- Parece-me que o único que alguma vez percebeu alguma coisa do assunto foi o "café curto". Chamar DJS aos outros é ofender a profissão. Ás vezes mais valia ligar a MTV do que martirizar as pessoas com "martelinhos". Por outro lado, não nos podemos esquecer que estar no pódio, no palanque, no altar, ou na casota, é um acto de masturbação e necessidade de afirmação: Quando ninguém lhes liga nenhuma, toca a masturbarem-se mais alto.
Não sei se será ou não uma crise de identidade que, por vezes assola os “bota música” dos nossos tascos. Antes de mais, é preciso sublinhar que um DJ não se limita a passar música em sequências, um DJ é de certo modo um artista, que reinventa músicas, i.e., pega em músicas construídas por outros para compor novas músicas. Não me parece, assim, que qualquer um dos nossos “dj’s” o faça e se possa intitular enquanto tal ( e por isso, asdrubal, estes, lusenses, não teriam espaço numa qualquer Kadoc).
Este reparo à parte, a verdade é que alguns “botadores de música” criam mais empatia que outros, não só pela música que passam mas também pelas qualidades humanas que apresentam. Isto entronca, obviamente, no público alvo. Ora bem, partindo do pressuposto que os proprietários “convidam” uma pessoa para pôr música para o público que se encontra no local, seria óbvio que estes pusessem música de agrado geral o que é diferente da questão da boa ou da má música. Ao contrário do que alguém disse aqui, não é difícil agradar a gregos e a troianos se os que estão a colocar música estiverem abertos a pedidos do público ou se forem inteligentes ao perscrutarem a reacção do público, caso contrário o El Tonel tem razão e tal não passará de puro onanismo. O segundo erro crasso, parece-me, é o facto de determinados “dj’s”acharem que têm a missão de aculturar os ouvintes, esquecendo de que o local onde estão não tem como primeira função ouvir música, mas criar um ambiente propício e enquadrado para que as pessoas se sintam bem e consumam mais. Assim, gostando eu de Wim Mertens, Miles Davis, Dead Can Dance etc. não iria jamais fazer disso meu cavalo de batalha em cafés onde um ambiente mais intimista não resulta (resultaria, talvez, e.g., num espaço como o Barricas em determinadas horas, local onde vi e revi vezes sem conta o mesmo concerto do Robbie Williams), porque não estava convidada a pôr música que me agrade mas, antes, para criar ambiente, que é composto sobretudo por e para pessoas e se estas gostassem de Quim Barreiros seria Quim Barreiros que ouviriam. E isto não significa que não se possa conciliar as coisas e dar novos horizontes ao público, mas sim incutir alguma plasticidade ou flexibilidade à sequência das músicas, ainda que, convenhamos - e por isso o Bambi e o El Tonel têm razão - poucos façam isso. E, como também alguém disse, é verdade que deste ambiente conseguido ou não, resulta o fluxo de clientes (tivemos um exemplo exemplar disso num café da nossa praça, cujo nome será escusado referir uma vez que parece ser do conhecimento geral).
Jibita, ainda que o Bambi não precise de advogados de defesa, não compreendo essa sua irritação, se a compreendesse teria que lhe perguntar se por acaso é bombeiro para poder falar de fogos, se é político para poder fazer de política, etc. Os "anos de serviço" valem o que valem (desculpe-me o chavão): posso passar anos de serviço a fazer merda que isso não me torna competente...ou tornará?
(caro Bambi, sinto-me lisonjeada por ter dado pelo meu silêncio, tal deve-se ao facto de me encontrar de férias e não ter acesso permanente à net.Não se silencie.)
Ora o(a) nosso(a) bambi resolveu trazer para aqui uma questão que também há muito me intriga...
Afinal o que é preciso para ser um bom DJ no Luso??
Por ordem decrescente de importância, deixo aqui algumas pistas:
1 - Ter um bom relacionamento com o dono da tasca;
2 - igual ao primeiro;
3 - igual ao primeiro e ao segundo;
4 - igual ao primeiro, ao segundo e ao terceiro;
5 - Saber carregar no eject, meter um cd e empurrar a gaveta (ou como opção voltar a carregar no mesmo botão);
6 - conhecer músicas e grupos (mais ou menos);
7 - saber (mais ou menos) quais foram as músicas passadas no dia anterior;
8 - conhecer o que faz a concorrência;
9 - desenrascar bem quando um cd salta (esta ultima palavra foi empregue sem querer fazer alusão a qualquer proprietário);
10 - estar com ar escanzurrado a olhar para o "público" desgostoso e já desesperado enquanto o dito escuta agradavelmente o "seu som";
11 - meter a música cada vez mais alta à medida que a tasca vai ficando vazia;
12 - em plena associação com a anterior... guardar o bom para o final (quando há bom);
13 - associar o som das colunas berrantes ao cantante do televisor insistentemente na TVI.
O tímpano não engana... se reuniu estas 13 caracteristicas no mesmo tasco,.... parabéns... está no Luso... Enjoy it!!
Abaixo os ditos "botadores de música", sintonizem a RCP...sempre a concorrencia pode fazer anuncios uns nos outros...
Porque não fazer uma loja maçónica para trocarem discos entre as tascas. Sempre variavam a música e o ambiente! Um pouco mais de coordenação entre as tascas até nem era na mau para variar. Talvez até servisse para dar o exemplo para outras coisas.
Para quando um fim de semana temático nas tascas todas, com promoção em conjunto, para trazer gente à séria para cá? Técnicamente é fácil de executar... basta que haja vontade... coisa que não me parece que haja neste momento!
É Verão, a malta vai aparecendo, para quê as festas? (dizem eles)
Sábado .....noite de fados á desgarrada na bela sala do café "Casino", decoração a condizer, entrada sujeita a convites VIP.
Hoje á noite, a casa das infusões dedica-se à sangria (será também da desatada em busca dos tais clientes??), talvez a ver se recupera pelo menos 1% dos clientes até ao próximo Inverno já que atingiu muito antes os tais 95% que fala o nosso caro Bambi.
Cumprimentos à malta!!
A associação dos "Amigos dos Quiosques" vai promover um carnaval fora de estação com alguns trios eléctricos na Avenida para relançar o negócio....
Gutenberg, independentemente de se gostar de tal tipo de música, não sei que é assim tão certo - ou se sempre foi assim tão linear - que, a um pedido nosso, a música seja mudada. Agora as coisas andam mais calma, mas há poucos anos, quando esta querela começou, as coisas tornaram-se feias e muito pouco dignas, roçando a pura infantilidade.
Caro cocainlusowater, vai-me desculpar a arbitragem mas o tipo de argumentação crispada que usa tolha-me o raciocínio lógico. Não sei quais as preferências sexuais de um Nitin Sawhney ou dos músicos de St Germain (que com agrado ouvi o senhor em causa passar) mas já que isso é tão importante para si suponho que só ouça Pantera, Skid Row, AC/DC,Sepultura...Bem, nem sobre estes conhecemos assim tão bem a sua íntimidade...Suponho, então, que tudo o que fuja ao "ponho o carro, tiro o carro na garagem da vizinha" do Quim Barreiros seja merda para si...E mesmo assim...Portanto, a não ser que o senhor esteja tão por dentro da intimidade de tais artistas - e perdoe-me se estiver enganada - devo chegar à conclusão que o senhor cocainlusowater é assexuado?
Resumindo e além de andarem a chamar nomes uns aos outros: Em que é que ficamos?
A musica é boa ou não?
Deve ficar como está?
Vamos prá moina no Luso ou não?
Decidam-se...
A malta da bucha já foi!...
... é pá!... esperem aí!... já não se pode escrever um bocadito!
Bambi
Não sei se já reparaste, mas os teus postings são sempre os que sustentam mais comentários.
Tenho a impressão que há gente que reage ao que escreves, seja qual for o conteúdo.
Continua! Sem ti este blog já tinha morrido. Como de resto tudo um pouco, nesta terra.
A ideia proposta pelo Bambi de um pedi-tascas parece-me, ainda que o Bambi já a tenha, de facto, referido antes, muito interessante.
Quanto à discussão trazida aqui, penso que já não há muito mais a acrescentar e saber se é a música que afasta ou não o público (opção perante a qual me inclino porque já vi isso acontecer amiúde)ou se este lhe é indiferente é uma questão assaz complexa, porque estão em causa outros factores exteriores a esta questão no que concerne à migração de clientes para outras paragens, o que não permite uma observação clara do problema.
Em jeito de resposta ao El Tonel, continuo a achar a noite do Luso diferente e fantástica, sobretudo nos fds de Inverno: sou poucas as vilas do país, com a nossa densidade populacional, que têm cafés abertos noite dentro. E mesmo nas grandes cidades é difícil encontrar cafés normais abertos depois da meia-noite/uma da madrugada, em que se possa tomar um copo, se possa mordiscar qualquer coisa sem que isso signifique uma inflação (nocturna) de preços. E isso temos que agradecer a nós próprios, consumidores (i)natos da noite, mas também, e sobretudo, aos proprietários dos nossos tascos.
Em relação à picardia entre o asdrubal e o Bambi, parece exagerada e prefiro não comentar, acrescentando - e assinando por baixo do El Tonel -, no entanto, que este blog é, também, o Bambi. Isto sem o Bambi não tinha piada alguma, tendo eu a certeza que não serei a única a deliciar-me com o seu humor (repito, humor) rezingão e provocatório. O que parece lixar é que ele sabe sempre mais de nós do que nós dele, já que nem sequer temos bem a certeza se é um ou uma. Não obstante, como já anteriormente referi, isso não significa que por vezes não passe das marcas e não merecesse umas nalgadas (aliás, como quase todos nós), mas daí a esse ódio visceral que leio nas palavras de alguns comentadores e contribuidores deste blog há um fosso abissal cuja transposição não consigo compreender. E, por favor, não me venham contra-argumentar com chaladices em relação à posição que aqui assumo: não faço a mais pálida ideia de quem é o Bambi, não tenho medo que as críticas dele se voltem contra mim,etc. Gosto dos seus post, gosto dos seus comentários satíricos, gosto das suas posições assertivas - parto-me a rir com tamanho "pêlo na venta". E, como disse o El Tonel, a verdade é que os seus posts são sempre dos mais comentados, independentemente das pessoas defenderem que o que interessa neste espaço é somente debater os problemas do Luso de índole política e social (onde aliás ele também participa). A minha pretensa defesa pró-Bambi não roça a compaixão ou a caridadezinha (desengane-se já, asdrubal), porque o menos que ele precisa é de ajuda para se defender (já anda nas aulas de defesa pessoal). Junto o meu ao repto do El Tonel e espero que o Bambi não nos desiluda com o seu silêncio.
E por falar em silêncios, cadê o nosso Grama? Já tenho saudades suas!
Desconfio que o grama foi de férias prá figueira (como toda a gente)!
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