sábado, agosto 06, 2005

Tesouros - Buçaco em 1967

Eis o texto de um anúncio da Junta de Turismo do Buçaco, publicado em 1967:

Motivos de interesse: a Mata, o Palace Hotel, o Mosteiro (junto do Palace Hotel), o Obelisco comemorativo da Batalha de 27 de Setembro de 1810, o Museu Militar.

Locais aprazíveis: Vale dos Fetos, Fonte Fria, Vale de São Silvestre.

Paisagens: Cruz Alta, Portas de Coimbra, Obelisco, Portela da Oliveira.

Desportos e diversões: Natação, Ténis, Casino, Cine-Teatro, Salão de Dança (Dancing-Boite). Magníficos hotéis e piscinas.


Moral (sem "u") - Estaremos a falar da mesma terra? ... Em 67 a JTLB até fazia anúncios ...

8 comentários:

Anónimo disse...

...ainda temos os 'courts' de ténis...

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Também não é assim, como sabemos. Está tudo cá na mesma...E até temos mais uma piscinazita...
Vamos tendo o Buçaco, a mata, que tem escapado aos fogos por milagre: bênção dos monges carmelitas? O mesmo não se pode dizer dos moinhos da Portela, onde só restou mesmo os moinhos (e o café) e a paisagem.

El Tonel disse...

Eh pá! E o pavilhão?

Só é pena o tasco não funcionar.

Já agora: Eles querem que a gente use aquilo ou não?

Anónimo disse...

Que tal organizar uma caça aos tesouros de 1967?

Anónimo disse...

Não me parece que tenha sido nesse sentido que foi colocado o post, mas deixo isso para o seu autor.
Quanto ao cinema, é bem verdade e triste a sua situação. Numa tentativa desesperada de aumentar receitas (de modo a ser possível garantir melhores condições), houve uma explosão de filmes "fresquinhos" na altura (lembro-me d' "A casa dos espíritos", "O corvo",...)mas como ninguém lá punha os pés, tentaram virar-se para os filmes porno. Não sei se nessa altura a afluência aumentou, mas a verdade é que acabou por fechar meses depois.
E, mais uma vez, isso diz muita coisa sobre a mentalidade lusense, que mesmo se tivesse um cinema última geração, continuava a preferir ir a Coimbra ou ficar em casa a ver novela ou, ainda, a vê-los em casa, perdendo este ritual que considero essencial.
É triste, mesmo muito triste e é com bastante nostalgia que recordo a música que se espraiava pelo Luso a convidar-nos a assistir a mais uma sessão.

jibita disse...

Continuo a achar que motivos de interesse para cativar turistas para o Luso não faltam. Falta sim coordenálos e levar os turistas até lá, apostando numa maior e melhor aposta no maketing, aliada a uma boa sinaléctica exterior, com mapas do Luso e Bussaco para mais fácil compreenção por parte dos "estrangeiros" da nossa terra.

O Grama-o-Fone disse...

Não era propriamente o texto que estava em questão (embora já não tenhamos algumas das coisas...acho que nem valerá a pena estar a enumerar, porque todos sabemos quais)

Mas parece que só a Lua entendeu!